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terça-feira, 12 de outubro de 2010

TRABALHO EM GRUPO: pantation X agroecologia

Como organizar o trabalho:

Cada grupo deverá entregar uma cópia escrita contendo os seguintes tópicos:

1.Situar, no tempo e no espaço, a 'plantation' açucareira. Se você quiser, utilize recursos visuais (imagens, mapas etc.).

2. Fazer um quadro comparativo entre a 'plantation' açucareira e a agroecologia praticada no entorno da cidade de Porto Alegre, em especial, naquelas propriedades que fazem parte dos "Caminhos Rurais": tipo de propriedade, mão de obra, destino da produção e forma de cultivo(monocultura, policultura).

3. Que prejuízos e/ou benefícios podemos perceber nos dois exemplos de agricultura?

4. Atualmente, a possibilidade de ganhos garantidos com a produção de biocombustíveis tem feito renascer a monocultura canavieira em várias regiões do país. Por que os ambientalistas se preocupam com retomada do cultivo de cana de açúcar?

5. É possível, nesse caso, conciliar os interesses econômicos com um amanhã sustentável?

Sugestão de sites para pesquisa:

http://www.sucre-ethique.org/Exploracao-sexual-cresce-com-maior.html
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_258387.shtml
http://www.social.org.br/artigos/BDF_3_Agrocombustiveis-20081.pdf

Texto para apoio:

PROJETO “O VALOR DO AMANHÔ


Proposta de trabalho para os alunos do 2ºs anos, turmas manhã, disciplina de História:

Fazer um estudo comparativo da economia colonial brasileira, em especial, a atividade agrícola implantada no nordeste, denominada ‘plantation’, com as atividades econômicas desenvolvidas, atualmente, na área rural do município de Porto Alegre. Área essa que está localizada na zona sul da capital e que também é denominada ‘rururbana’.

Respeitando as diferenças de espaço e de tempo, bem como, as particularidades daí decorrentes, espera-se proporcionar aos alunos um olhar crítico sobre os dois modelos, distintos, contudo, possíveis no meio rural. E, a partir do exame dos modelos em questão, avaliar qual deles é o mais apropriado na busca de um amanhã sustentável.

A ‘plantation’ açucareira, que tinha dentre suas principais características a monocultura, o latifúndio, o uso da mão de obra escrava e o mercado externo como destino da produção, gerou o esgotamento do solo e a devastação de grande parte Mata Atlântica. Além disso, foi responsável por uma significativa concentração rural.

Contudo, esse modelo econômico, para muitos, ultrapassado, não ficou restrito aos tempos da colônia ou do império. Pelo contrário, continua sendo praticado hoje em dia, mais de cento e oitenta anos após a independência e mais de cem anos após a abolição da escravatura. Embora cause surpresa a muitos jovens, a escravização de trabalhadores ainda é um fato relativamente frequente no Brasil atual. Da mesma forma, o projeto agroexportador, típico da política mercantilista dos séculos XVI e XVII, ainda predomina e contribui para a escassez de alimentos em algumas áreas do país, bem como, para o esgotamento do solo.

Já a economia praticada no entorno da cidade de Porto Alegre, nos dias atuais, se desenvolve em pequenas propriedades, utiliza predominantemente mão de obra familiar e é comprometida com o desenvolvimento sustentável, praticando um modelo agroecológico diversificado. Além das plantações de frutas, verduras e flores, da criação de cavalos e ovelhas, da pesca e da apicultura, os proprietários contam com mais uma fonte de geração de renda. Trata-se de um projeto criado por alguns produtores da região, em parceria com a prefeitura de Porto Alegre e estudantes de Turismo da PUC-RS, e que oferece, não só visitas guiadas às propriedades (Ecoturismo, Turismo Rural e Cultural), como também possibilidade de Estudos de Intercâmbio.

É esperado que, após o estudo do modelo agroexportador brasileiro, criado a partir da colonização, e do contato com a proposta de desenvolvimento econômico implantada na zona rural de Porto Alegre, os alunos se posicionem, discutam e levantem hipóteses sobre qual projeto oferece a possibilidade de um futuro com desenvolvimento e respeito à natureza. Além do mais, o jovem deve, também, começar a pensar em quais as atitudes que deve desenvolver para alcançar um amanhã sustentável e solidário.


Texto 2

ESTUDO COMPARATIVO ENTRE DOIS MODELOS DE AGRICULTURA: MONOCULTURA E AGROECOLOGIA

1. CONCEITOS:

a) Monocultura: cultura agrícola de um único tipo de produto. (Fonte: http://www.dicionarioinformal.com.br)

b) Agricultura sustentável: “É aquela capaz de manter-se estável, independente da bolsa de Nova Iorque, já que produz gêneros diversificados e não produtos que todos também produzem; Usar os recursos da propriedade, sem necessidade de comprar insumos, de forma que não fique dependente de empresas; Ser capaz de manter sua produção estável por longo prazo, levando em conta que cuida de seu solo e água; Fornece condições de crescimento intelectual aos seus trabalhadores, não tratando-os como mera mão de obra escrava;” (Fonte: Walter José R. Matrangolo, http://www.agrisustentavel.com)



2. DELIMITAÇÃO DOS MODELOS PARA COMPARAÇÃO:

a) Monocultura: lavoura canavieira, durante o período colonial brasileiro, aproximadamente séculos XVI e XVII, no litoral nordestino.

b) Agricultura Sustentável: propriedades rurais do entorno de Porto Alegre, particularmente em bairros da zona sul, durante as últimas décadas.



3. BREVE HISTÓRICO DO DESENVOLVIMENTO DA LAVOURA CANAVIEIRA NO BRASIL:

Embora descoberto em 1500, pelos portugueses, o Brasil só foi colonizado mais ou menos 30 anos depois.

O desinteresse lusitano explica-se pela seguinte razão: até 1530 os portugueses mantinham o monopólio do comércio de especiarias e artigos de luxo com as Índias. Além do mais, a nova terra não ofereceu nenhuma grande riqueza, como ouro e prata, ao primeiro olhar.

É verdade que existia uma frondosa mata repleta de pau-brasil, madeira utilizada pelos europeus, principalmente, no tingimento de tecidos e na fabricação de tintas e que proporcionava bom rendimento ao rei e aos comerciantes que possuíam o monopólio da extração e do comércio. Porém, o pau-brasil era cortado pelos índios e entregue aos mercadores lusos que o embarcavam para a Europa. Tratava-se de uma atividade, meramente, extrativa e, por isso, não estimulou a fixação dos portugueses na colônia.

Foi somente com a perda da exclusividade do comércio com as Índias que Portugal decidiu efetivar a colonização. Até porque, muitos piratas e corsários de outras nações europeias faziam investidas no nosso litoral, chegando a estabelecer relações bastante amistosas com os nativos.

Decidida a assegurar a posse da terra, era hora de pensar em uma atividade econômica que despertasse o interesse dos colonos metropolitanos a ponto de aqui se estabelecerem. E o produto escolhido foi a cana de açúcar. Eis os motivos: os portugueses já cultivavam o produto em suas ilhas atlânticas, ou seja, tinham experiência; o clima e o solo adaptavam-se a cultura da cana; e, além de tudo, havia um excelente mercado consumidor na Europa.

“Como a maioria dos gêneros tropicais produzidos pelas colônias europeias a partir do século XVI, o plantio de cana só tinha sentido, economicamente falando, se efetuado em larga escala, em grandes unidades produtoras, ou seja as enormes fazendas e engenhos, onde se empregava muita quantidade de mão de obra. Seria absurdo, por exemplo, pensar numa produção açucareira produzida em sítios ou chácaras, utilizando mão de obra familiar. A rentabilidade da produção estava na razão direta do vulto da empresa, pois o investimento inicial em equipamentos e escravos , sendo enorme, exigia um retorno amplo.

Desta forma , chegamos a uma característica básica da estrutura agrícola colonial do Brasil: será ela marcada pela grande propriedade latifundiária, utilizando trabalho escravo (primeiro o indígena, depois o negro africano). É a “plantation”. (...)

A empresa agrícola açucareira, desde que integrada nos esquemas colonial mercantilista europeus, estava inteiramente voltada para o mercado exterior. Ela nasceu e desenvolveu-se em função do atendimento às demandas externas; e não podia ser de outro modo: como todas as colônias tropicais e subtropicais, sua lucratividade estava exatamente no fornecimento de gêneros inexistentes na Europa e muito apreciados no Velho Mundo.”(...)1

Assim, a faixa litorânea do nordeste permaneceu, por séculos, sendo utilizada da mesma forma, ou seja, pela cultura da cana de açúcar. Até boa parte do século XIX, a agricultura permanecerá com um desenvolvimento semelhante ao do período colonial. As “queimadas” ainda são utilizadas como meio de abrir espaço para a instalação da lavoura. A forma de resolver o esgotamento do solo é o abandono puro e simples da área é o abandono puro e simples do local por períodos cada vez mais longos. Mesmo havendo nos engenhos uma quantidade razoável de gado, utilizado em várias atividades dos engenhos, sequer o estrume desses animais era utilizado como fertilizante. Nem mesmo os restos que sobravam da cana quando era esmagada, conhecidos como a bagaceira, eram aproveitados como adubo, sendo queimado para não ocupar espaço. E como as terras ficavam cada vez mais estéreis, a única solução era derrubar mais e mais florestas em busca de terras férteis. Como era de se esperar, o resultado foi uma destruição cada vez maior da Mata Atlântica. Se antes a área ocupada por essa floresta correspondia a 1,3 milhões de Km2, hoje nos restam 5% apenas.

Um comentário:

  1. oi sora, esse trabalho tem data? e o do blog?
    o blog eu ja criei mas queria saber até quando tenho para postar, e esse agora p/ quando é...
    beijo ana c. 202

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